Técnicas

Estabilização Segmentar Vertebral

Estabilização Segmentar Vertebral

A estabilidade vertebral é dada por elementos estáticos e dinâmicos da coluna vertebral sendo os estáticos: corpos vertebrais, articulações facetárias, cápsula articular, discos intervertebrais e os ligamentos espinhais; e os dinâmicos : o sistema musculotendineo em especial os músculos multifidos e transverso do abdômen.
A estabilidade pode ser definida como a habilidade de controlar movimento e de prevenir movimentos indesejáveis ao redor de um ponto fixo. Através da técnica de estabilização vertebral, desenvolvida na Austrália, podemos fortalecer os músculos profundos da coluna vertebral e melhorar o grau de estabilidade vertebral.
O programa de estabilização vertebral utiliza o sistema muscular para proteger as estruturas articulares da coluna de microtraumas repetitivos, dor recorrente e mudanças degenerativas.
Uma vez que os elementos estáticos da coluna vertebral, que sofreram ação externa lesionando-se, já não respondem à estabilização provida por estes, se faz necessário a ação dos elementos dinâmicos. Porem na presença da dor lombar esses elementos, sistema musculotendíneo, sendo mais específico os músculos multifidos, não atuam eficientemente, gerando assim a necessidade de recondicionamento do mesmo (O’SULLIVAN, 2000).
O Transverso Abdominal é um músculo mais profundo que se localiza na região ântero-lateral do abdômen e se insere anteriormente na linha alba e púbis e posteriormente na face interna, borda inferior das 6 últimas cartilagens costais, processo transverso das vértebras lombares, crista ilíaca e ¼ lateral do ligamento inguinal.
Os Músculos Multifidos são responsávéis por 2/3 da rigidez segmentar (Richardson et al. 1999) e atuam na extensão rotação, inclinação lateral e estabilizadores lombar.
Origem: Dorso do sacro, EIPS, processos mamilares das lombares, processo transverso das torácicas e processos articulares da C4 à C7
Inserção: Processo espinhoso de 3 a 5 vértebras acima.
 
O papel dos músculos estabilizadores segmentares é de promover proteção e suporte às articulações através do controle dos movimentos fisiológico e translacionais, que no caso excedam 4 mm (COMERFORD e MOTTREM, 2001 apud MARINZECK, 2002). Para que tal aconteça é necessária uma ativação tônica, de baixa intensidade e específica estabelecendo assim o controle motor normal desses músculos (MARINZECK, 2002). 
Neste caso de controle da musculatura do tronco, segundo Kisner e Colby (2003), durante a realização dos exercícios, o terapeuta dirige a atenção do paciente para a posição em que a coluna se encontra e a sensação da contração dos músculos, objetivando a percepção da estabilização da coluna vertebral. 
 
A aplicação da técnica: 
Em primeiro momento realiza-se um treinamento da estabilização localizada que consiste em contrações isométricas do músculo abdominais com co-contrações dos músculos multífidos(BISSCHOP,2003).
A) O paciente aprende a contrair o transverso do abdômen e multifidos 
B) Manter a co-contração do transverso e dos multifidos enquanto realiza atividades alternadas com os membros superiores e depois inferiores. Com o objetivo de ativar os estabilizadores locais.
Em um segundo estágio o paciente aprende a contrair os estabilizadores durante atividades mais complexas.
Já em uma fase três é incluso a contração de músculos intrínsecos e globais.
Para isso contamos com alguns equipamentos como o Stabilizer e Eletromiógrafo de superfície.
 
O Stabilizer é um aparelho simples destinado a registrar as alterações de pressão numa bolsa pneumática e que permite detectar o movimento da coluna e suas compensações durante o exercício.

Onde estamos

Unidade Setor Marista

Unidade Setor Marista

(62) 3924-3008 - 9907-7753

Rua T-55, N. 199. Esquina com rua 15. Setor Marista. Cep. 74150-320. Goiânia-GO

Unidade Anápolis

Unidade Anápolis

(62) 3311-4853 - 8121-9740

Rua Lopo de Souza Ramos, Qd 57, Lt 45A - Bairro Jundiaí. Cep. 75110-410. Anápolis-GO

Tratamento de Coluna em Goiânia - Tratamento de Hérnia de disco em Goiânia